quinta-feira, 21 de setembro de 2017

Copa Sul-Americana 2017: Flamengo 4 x 0 Chapecoense

Juan: segundo maior zagueiro artilheiro da história do Fla. 

Uma semana após a pior atuação sob o comando de Reinaldo Rueda, o Flamengo fez uma de suas melhores partidas da temporada, goleou o Chapecoense por 4 x 0 e, pela primeira vez, se classificou para as quartas de final da Copa Sul-Americana.

Ainda tem o jogo contra o Avaí pelo Brasileiro antes da grande decisão do dia 27 de setembro, mas é animador ver que o time reagiu bem ao esporro público do treinador, após o empate patético na partida de ida em Chapecó.

Por mais que o adversário não seja um dos mais fortes, que pudesse oferecer grandes dificuldades na marcação ou perigo à defesa Rubro Negra, aí entra o mérito de um Flamengo que soube controlar o jogo, chegando a ter mais 65% de posse de bola no primeiro tempo, ser agudo, ofensivo e vertical.

Foi um time vibrante, querendo vencer, insatisfeito, com fome de gols. Que não permitiu o Chapecoense jogar ou chegar com perigo.

E grande parte desses méritos se devem à dupla de volantes, que chegaram de surpresa no ataque, especialmente Cuellar. Dificilmente quando o colombiano joga bem o Flamengo também não vai bem. Ontem foi sua melhor atuação desde o jogo contra o Figueirense no Pacaembu. Foram 66 passes corretos, quatro desarmes, dois chutes e um gol - o dono do meio de campo.


Após um dos melhores 45 minutos iniciais, o Flamengo continuou o ímpeto ofensivo e de muita luta, respondendo às críticas do treinador. Não houve relaxamento, administração de resultado. Foram mais 45 minutos de pressão para ampliar o marcador e não permitir o Chapecoense jogar.

Chegando ao fim com 57% de posse de bola e 14 finalizações – oito no gol.


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Mesmo sem gols, partida monstra do Guerrero, participando diretamente de três gols e sendo responsável pelas principais jogadas ofensivas com seu certeiro papel de pivô.



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Rueda adotou Paquetá, que vem correspondendo jogando no ataque, mesmo sem cacoete de atacante. É bom finalizador, além de habilidoso, passou na frente do Vizeu. Sem Éverton para a final da Copa do Brasil, não duvido nada do garoto ser o titular.


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Trauco, que viveu dias de ostracismo, após o péssimo jogo no Mineirão contra o Atlético Mineiro, voltou a ser titular e a fazer seu bom jogo ofensivo, principalmente os lançamentos pro Guerrero. Se o treinador conseguir acertar o posicionamento defensivo do peruano, o Flamengo ganha uma arma de peso para a sequência da temporada.

sexta-feira, 15 de setembro de 2017

Basquete, pré-temporada, erros e Arena Multiuso: um papo com Alexandre Póvoa

Às vésperas do Flamengo iniciar mais uma temporada, o blog entrou em contato com o vice-presidente de esportes olímpicos, Alexandre Póvoa, para uma entrevista sobre os principais assuntos.

Confira:

O Flamengo começa a temporada na próxima semana. Após quatro títulos brasileiros seguidos, o basquete não levantou nenhum troféu. O que mudou de planejamento para essa temporada que começa? O que foi feito de errado - ou que não deu certo em 2016/2017 e não pode acontecer para 2017/2018?

Antes de entrar na resposta em si, apenas uma correção. Disputamos somente dois campeonatos na temporada 2016/17: O Estadual e a NBB. Ganhamos um e perdemos outro. Mas foi um ano realmente esquisito, muita coisa deu errado.

 Primeiro aquele Estadual deprimente, com a FBERJ mudando local de partidas na véspera como se fosse um torneio amador e com duas partidas finais com portões fechados e WO na última. Um verdadeiro desserviço ao esporte, péssimo exemplo. Até hoje o nosso adversário que não compareceu à final não foi denunciado, para vermos o nível da coisa.

Graças à irresponsabilidade da CBB, ficamos fora da Liga das Américas. Um verdadeiro paradoxo que, exatamente o C.R. do Flamengo, que ganhador de diversos prêmios de governança corporativa nos últimos anos, tenha ficado fora da competição mais importante do ano exatamente pela má gestão alheia. Essa não-participação abalou muito todos nós. Foi um baque no grupo que estava super-motivado para a competição. Vínhamos de quatro conquistas de NBB seguidas e a última derrota na Liga das Américas, naquele jogo contra o Bauru (o pior episódio do basquete rubro-negro nos últimos 5 anos) em Barquismeto, estava engasgada (e continua) na nossa garganta. Sem dúvida, ganhar a Liga das Américas para voltarmos a disputar a Copa Intercontinental era o objetivo maior do clube.

Portanto, afirmo que a não participação na Liga das Américas ajudou a quebrar o nosso planejamento. Mesmo assim, fomos para a NBB e conquistamos o primeiro lugar na fase de classificação (pela quarta vez dos últimos cinco anos – engraçado, o melhor time que tivemos ficou em terceiro lugar na temporada de 2014/15). Ganhamos as duas primeiras partidas do playoff e veio a desclassificação inesperada com 3 derrotas seguidas, sendo duas dentro de casa.

Inaceitável, não tem desculpa. Evidentemente houve erros de todas as partes. Vamos a eles: Primeiro, a data de apresentação da equipe no final de agosto, por conta das Olimpíadas. Fizemos isso porque não tínhamos quadra (estava sendo usada pela NBA) e parte da Comissão Técnica estava nos Jogos. Acreditamos que o tempo de preparação para a temporada seria suficiente. Erramos.

Além disso, para prestigiar a LNB - e porque havíamos contratado jogadores sub-22 para rejuvenescer a equipe - aceitamos disputar a LDB em um sistema exaustivo fisicamente, com vários jogos em dias seguidos. O time não estar preparado – começou a treinar tarde também - o que colaborou para uma série de contusões que atrapalharam muito nossa temporada.

Além disso, um jogador adulto se apresentou machucado. Foi punido, mas de nada adiantou, o prejuízo ao grupo estava dado. Outro atleta, o Fischer, também sofreu com contusões durante o ano, muito além do que a nossa comissão técnica havia projetado.

Além disso, erramos no nome da contratação pontual de janeiro. Tínhamos uma ideia técnica e tática e o atleta não correspondeu. Não temos o menor problema de reconhecer isso.

Mesmo assim, com todos os erros, ficamos em primeiro na fase de classificação. Ganhamos os dois primeiros jogos e acho que nosso erro maior foi no terceiro jogo, quando o time achou que poderia “ter vencido quando quisesse”. Faltou um pouco de humildade ali. Depois, Pinheiros ganhou moral e não conseguimos mais jogar. Faltou também sangue nos olhos, sem querer tirar o mérito do adversário, não podemos aceitar aquelas derrotas como normais.

Nesse ano, começamos a treinar no dia 01/08. Abrimos mão do Campeonato Carioca que, para ser disputado naquela tensão de torcida única e sem os ginásios olímpicos, é melhor que seja cancelado mesmo. Estamos fazendo uma pré-temporada muito mais intensa. Conversamos com a Comissão Técnica e lavamos a roupa suja e todos reconheceram os seus erros, do roupeiro ao Vice Presidente.

Nosso time tinha uma defesa muito vulnerável no ano passado. Tentamos corrigir isso na formação do elenco para a atual temporada. Alguns jogadores foram dispensados para abrir espaço para novos nomes. Após perdermos, depois de tanto tempo, precisávamos oxigenar o elenco com jogadores com características mais defensivas.

O mais importante: Os adversários conseguiram, depois de quatro anos, ganhar da gente. A sede de vitórias tem que ser dobrada nesse ano. Se existia algum motivo para acomodação, ele acabou no encerramento do jogo contra o Pinheiros no Tijuca, que marcou aquela dura eliminação. Temos que reconquistar o que é nosso de direito, já que o Flamengo tem que ganhar sempre. O primeiro desafio é o Sul Americano.


De que forma, como foi feita a avaliação, a observação, a análise do basquete Rubro Negro para chegar às contratações do Arthur Pecos, David Cubillan e MJ Rhett. Fale sobre esses jogadores, por gentileza.

Desde a saída do Nico, temos tido problemas no setor de armação. Não achamos que o Rafa Luz tenha feito uma grande temporada em 2015/16. No ano passado, trouxemos o Fischer para resolver e ele simplesmente não conseguiu jogar com problemas físicos recorrentes. Resolvemos priorizar a posição, por isso, priorizamos a vinda do Pecos, que veio sendo observado durante muito tempo e o Cubillan, atleta conhecido que jogou as Olimpíadas e ainda por cima teve referências excelentes (técnicas e pessoais) do Rubem Magnano, que o treinou no Trotamundos da Venezuela.

O MJ Rhet foi indicado a partir de conversas com uma rede de técnicos estrangeiros com quem nossa Comissão Técnica mantém contato. Passamos a observá-lo em vários jogos no Campeonato da República Dominicana e ficamos bastante impressionados com a explosão dele. É um jogador diferente, tem 25 anos, com sonhos ainda grandiosos. Ambição é tudo que queremos, saindo da mesmice de trazer jogadores norte-americanos mais velhos. Vai dar certo.

Cabe lembrar que, antes de contratarmos, além da decisão técnica, fazemos uma intensa pesquisa sobre o jogador com treinadores, atletas e pessoas que o conhecem o atleta pessoalmente. Sempre procuramos falar também com os próprios jogadores, a despeito do empresário. Quanto a isso, posso me orgulhar de dizer que em 5 anos, podemos até ter tido decepção com atletas contratados dentro da quadra, mas nunca erramos em relação ao profissionalismo de cada um.

Aliás, para não dizer que toda regra não tem uma exceção, vou contar um segredo: o único jogador estrangeiro que nos deu alguma dor de cabeça nesse tempo todo (nada grave...) foi o Derick Caracter em 2014. Acho que para uma temporada inteira, não daria. Mas fazendo aquela primeiro jogo excelente que realizou contra o Maccabi Tel Aviv, está totalmente perdoado! Sem ele, não teríamos sido campeões mundiais.


O Flamengo sofreu com problemas físicos de alguns jogadores na temporada passada. Humberto, que continua, foi um dos que não conseguiu jogar. Qual o planejamento e a expectativa para esse jogador? 

Que ele seja o Humberto do Pinheiros da temporada de 2015/16, que o levou à seleção brasileira e à nossa contratação. Um ótimo marcador e um atleta que, jogando de 2 ou de 1 pode, com sua força física, desequilibrar a defesa adversária. Demos todo o apoio a ele em sua recuperação em uma temporada em que não teve sorte. Chegou a hora de ele responder. Ele está seguindo o planejamento individualizado da comissão técnica para fazer uma grande temporada. Chegou a hora de ele mostrar que pode fazer sucesso em um clube como o Flamengo. Confiamos nele e ele será cobrado por isso.


Pilar será o próximo e último reforço?

Essa eu passo. Só comentamos qualquer dispensa ou contratação “quando e se” efetivamente ocorrer. Até por respeito ao grupo.


Além do torneio no Peru, como o Flamengo vai se preparar para chegar bem na disputa pela Liga Sul-Americana?

Continuaremos treinando forte nos próximos 15 dias para entrosar os novos reforços. Nos dia 26 e 27/09 faremos dois amistosos contra o Vitória na Gávea. Seria melhor que nossa chave fosse um pouco mais para frente em outubro, mas não podemos escolher. Vamos com tudo para a Colômbia para trazer uma das duas vagas.


O San Lorenzo foi para a Espanha disputar contra Real Madrid e Barcelona. O que falta para o Flamengo chegar lá? Ou até organizar quadrangulares ou torneios amistosos desse nível? 

 Seria espetacular, tal qual fizemos os jogos da pré-temporada da NBA. Vou contar outro segredo que poucos sabem: nesse ano, iríamos de novo para os Estados Unidos, éramos a equipe escolhida da América do Sul. Infelizmente, o convite não se concretizou por conta do problema da CBB, já que a NBA e a FIBA tem um pacto de boa convivência. Isso é mais uma parte do incalculável prejuízo que essa maldita suspensão causou ao Flamengo.

Quanto a ir jogar por conta própria na Europa ou organizar torneios no Brasil, seria fantástico, tudo isso passa por orçamento. Precisamos do Marketing. Espero termos recursos no próximo ano.


Por fim, teremos em setembro a votação da Arena Multiuso na Gávea pelo CODE?

 O Mc Donald´s está, já há dois meses, em um já longo processo de due diligence no Flamengo, trocando dezenas de documentos, o que é comum e mandatório nessas parcerias de longo prazo, sobretudo no caso de empresas multinacionais.

Acreditamos que essa parceria já esteja selada em mais 20/30 dias e, ao longo do mês de outubro, o contrato possa ser apreciado e votado no CODE. Não temos como precisar datas porque o processo não depende apenas de nós, mas o mais importante é que os termos do acordo já estão alinhados entre as duas partes, o que é mais importante, mas estamos seguindo a burocracia.

Continuamos na expectativa de que no começo de 2018 o sonho da nossa Arena Multiuso comece a sair do chão.

quinta-feira, 14 de setembro de 2017

As duras palavras de um diagnóstico certeiro de Reinaldo Rueda


Discutir se Éverton Ribeiro e Diego podem jogar juntos é irrelevante, neste momento. Mais cedo ou mais tarde, ou depois do dia 27 de setembro, a dupla vai atuar.

Problema do Flamengo hoje não é de escalação ou elenco. E quem colocou o dedo na ferida foi Reinaldo Rueda, na coletiva após o pavoroso empate sem gols contra a Chapecoense, pelas partida de ida das oitavas de final da Sul-Americana.

Bastou um mês, e alguns jogos, para o treinador colombiano identificar um problema crônico e recorrente desse time:

"Partidas internacionais, às vezes não se joga, se compete. E o Flamengo tem que diagnosticar isso. Nos falta muito. Essas partidas de Sul-Americana, às vezes são para guerrear, e o Fla quer jogar bonito sempre"

Dificilmente um treinador brasileiro, com pouco tempo de contratação, exporia de forma tão precisa a sonolência em que vive o Flamengo. Iria preferir exaltar o empate no primeiro jogo e a chance de decidir em casa a classificação.

Nenhum dirigente, pelo menos externamente, chegou perto desse nível de comentário. São palavras fortes diante da postura indolente de um time que nunca foi devidamente cobrado, mesmo após eliminações vergonhosas.

Reinaldo Rueda deve ter ficado assustado com a passividade desses jogadores, após anos treinando um time que se entregava em campo.

Agora é acompanhar a repercussão interna, e o que vão fazer para dar respaldo ao treinador.



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O Rubro Negro vem ladeira abaixo desde a eliminação contra o Paraná pela Primeira Liga.

Estamos às vésperas do jogo que pode dar ao clube um título nacional, e o time vem jogando de forma arrastada, desmotivada, sem inteligência e com problemas ofensivos sérios.

Novamente o Flamengo depende do brilho individual de um jogador. Se não fosse o Berrío fazer aquela mágica contra o Botafogo, dificilmente o Rubro Negro estaria na decisão da Copa do Brasil.

Contra o Cruzeiro, o gol do Paquetá saiu à fórceps. Já são dois jogos seguidos sem saber o que fazer no ataque, sem criar, sem oferecer perigo. 

Agora serão três jogos no Rio antes de Belo Horizonte: Sport, Chapecoense (Sul-Americana) e Avaí. Duas semanas até o decisivo segundo jogo da final da Copa do Brasil.

segunda-feira, 11 de setembro de 2017

Brasileiro 2017: Flamengo 0 x 2 Botafogo

Não foi dessa vez que a torcida viu o Flamengo atuar com força total, com seus principais jogadores dentro de campo. Com um time misto, composto por jogadores que até poderiam ser titulares, entretanto, não demonstram qualquer interesse ou não estão em boa forma, o Flamengo sucumbiu ao Botafogo, na derrota por 2 x 0 no Engenhão.

Causou estranheza a escalação, principalmente pela mentalidade que o clube indicou quando não levou a sério um clássico, em uma rodada onde o líder perdeu e a diferença poderia cair.

Gostei mais daquele Flamengo, recém classificado para a final da Copa do Brasil, enfrentando o Atlético Paranaense com o que tinha de melhor, e conseguindo a vitória com boa atuação.

Foi terrível ver Geuvânio e Matheus Sávio de pontas, com Trauco e Rodinei nas laterais, além do Rômulo de primeiro volante, que confirma que hoje no elenco só tem Cuellar e Arão na posição. E que Berrío é o único ponta com condições de titularidade, por incrível que pareça. Isso porque Vinicius Jr foi inexplicavelmente preterido de domingo.


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Foi o pior jogo defensivo da era Rueda. De positivo, apenas a marcação alta que provocou diversos erros na saída de bola alvinegra, entretanto, não foi aproveitada pelo Flamengo.

Sem o auxílio e velocidade de Geuvânio, as costas do Rodinei foram uma avenida e alvo fácil das subidas do Botafogo.

Do outro lado, Matheus Sávio não contribuiu no ataque e muito menos fechando com o frágil Trauco na esquerda.

Éverton Ribeiro começou com boa movimentação, mas não encontrava gente com qualidade para acompanhar nas triangulações. Sumiu depois.

Guerrero voltando, demonstrou ser útil, mas pode ser mais efetivo no ataque.

Era óbvio que o Botafogo entraria mordido e jogando como se uma final de Copa do Mundo fosse. Enfrentou ainda time com reservas que não demonstraram qualquer desejo de alcançar a titularidade, ficou mais fácil.

O alvinegro teve a melhor chance do primeiro tempo, Diego Alves salvou de forma sensacional. E na segunda etapa fez dois gols e poderia ter ampliado.


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Agora é Sul-Americana. Alguém acha que vão fazer um jogo concentrado, típico de mata-mata, contra a Chapecoense? Ou vão fazer aquele jogo-treino pra cair fora?

sexta-feira, 8 de setembro de 2017

Copa do Brasil 2017: Flamengo 1 x 1 Cruzeiro


Na primeira parte da decisão da Copa do Brasil, um empate com gosto amargo pro Flamengo, que abriu o placar, poderia ter marcado o segundo, porém levou um gol quando ninguém esperava. 

Uma das maiores verdades que já li sobre o time da Gávea atualmente é de que não existe jogo controlado pro Rubro Negro. Ontem, quando parecia tudo encaminhado pra vitória, uma falha individual colocou tudo a perder.

Geralmente esperam que a final seja um jogão, com grandes lances, belas jogadas e golaços. Dificilmente tudo isso vai acontecer. Quando se tem então dois jogos para decidir o título, aí que não vai rolar nada disso mesmo.

Jogando em casa, com apoio de mais de 60 mil torcedores, o Flamengo não pareceu em nenhum momento querer decidir o tetracampeão no primeiro jogo. Não subiu a marcação, não pressionou a saída de bola, não sufocou. Tocou muita bola, poucas, no entanto, de forma ostensiva e vertical.

Novamente o adversário veio com o famoso jogo reativo, nova moda chatíssima do futebol brasileiro. Pouca posse de bola, marcação dobrada e a busca por um gol. Teve duas chances e conseguiu acertar uma. Como não se encantar pelo jogo feio de se assistir, mas que tem sido eficiente? 

Afinal, deve ser mais fácil montar uma defesa sólida e segura, o próprio Rueda conseguiu em pouco tempo, do que um time que saiba o que fazer com a bola no ataque. 


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Pela televisão era notório, mas quando se assiste dentro do estádio fica ainda mais impressionante a bizarrice que é o posicionamento do Márcio Araújo. Ele se esconde sim entre os jogadores adversários e consequentemente não participa da saída de bola. É inexplicável entender o porquê de tanta preferência por este jogador. Fica ainda mais difícil de entender como permaneceu de titular o Brasileiro inteiro do ano passado.

Arão e Diego precisaram por diversas vezes voltar para ajudar na transição e faltava gente lá na frente pra dialogar com Paquetá, que se esforçava jogando de costas, mas sem a qualidade do Guerrero, óbvio. 

Por vezes Paquetá tentava puxar a marcação para Berrío e Arão chegarem na área. Diego conseguiu acertar bons lançamentos, mas a cabeçada de ambos não foi precisa.

No segundo tempo o Flamengo só cresceu e ficou perto do gol com a entrada do Cuellar. Arão passou a jogar mais perto da área e a buscar triangulações. Quase marcou após boa tabela com Paquetá. 

Faltou Berrío ser certeiro nos cruzamentos, acredito que não tenha acertado absolutamente nenhum. As jogadas aconteciam, mas ninguém fechava. Arão foi o único que se posicionou bem, porém chutou fraco.

Diante de pouca criatividade, Fábio não ter feito nenhuma grande defesa e um adversário feliz pelo empate, o gol do Paquetá foi um alívio. 

Quando o segundo gol parecia eminente, Arão quase marcou de cabeça, um chute desesperado, pois a defesa Rubro Negra estava toda fechada e o ataque cruzeirense não parecia inspirado, Thiago falhou desgraçadamente e o empate foi um banho de água fria.


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Os dois gols sofridos pelo Flamengo de Rueda foram da mesma foram: chute de longa distância e falha técnica de goleiros diferentes. 

Em outros tempos, os adversários, em todas as jogadas, lançavam bolas na área Rubro Negra contando com a fragilidade defensiva pelo alto. No final da era Zé Ricardo, o time da Gávea era atingido por uma sequência de gols, após passe vertical entre os laterais e os zagueiros. 

Agora não resta dúvida que na partida no Mineirão vão tentar qualquer chute de qualquer distância para aproveitar da instabilidade do goleiro - seja quem for, infelizmente. 

O próprio Thiago Neves confessou que esta foi uma estratégia do Cruzeiro no próprio Maracanã. É bom treinarem e bem o goleiro Thiago, que precisa ser mantido no gol.

É bom também evitar darem espaço. A concentração do sistema defensivo não poderá ter erro.

segunda-feira, 28 de agosto de 2017

Brasileiro 2017: Flamengo 2 x 0 Atlético Paranaense


Enquanto todos esperavam um time misto para enfrentar o Atlético Paranaense, Reinaldo Rueda escalou a equipe que conseguiu a classificação para a final da Copa do Brasil, acrescidos de Rhodolfo na zaga e Diego Alves no gol e arrancou uma importante vitória por 2 x 0.

Com os três pontos o Flamengo chegou aos 35 pontos e assumiu a quinta colocação do Brasileiro a 15 pontos do líder Corinthians.

É o quarto jogo sob o comando do Rueda, que acumula duas vitórias no Brasileiro e uma classificação para a final da Copa do Brasil.

O maior mérito é unânime: a defesa organizada e, consequentemente, um Flamengo mais confiante.

No entanto, não é verdade afirmar que Zé Ricardo não organizava o sistema defensivo. Na temporada passada chegou a ser acusado de "atuar recuado, contra o DNA da Gávea". Entretanto, nas últimas atuações a defesa virou uma peneira e, somado ao psicológico de uma equipe abatida, virava presa fácil para os adversários.

Chegou ao ponto do Flamengo levar o mesmo gol por rodadas seguidas, sem o treinador ter capacidade de corrigir. Foi o ápice de um Zé Ricardo preso a suas próprias narrativas, culminando com uma escalação esdrúxula contra o Vitória, quando escalou Arão de primeiro volante e um time ofensivo, que nunca havia jogado junto, e ainda com Trauco na lateral. Completamente suicida.

Fica evidente que a chegada por si só de um treinador novo não seria motivo para um Flamengo mais organizado e confiante. Se não fossem as mexidas na escalação e  mudanças táticas, dificilmente o Rueda teria sucesso apenas pelo motivo do "fator novo".

A entrada do Cuellar, a saída do Trauco e o posicionamento mais agrupado da linha defensiva têm as digitais de Reinaldo Rueda. Além do êxito no estudo do Botafogo em apenas 10 dias, matando os pontos fortes e principais virtudes do adversário, obtendo uma classificação quando muitos apontavam um favoritismo para o alvinegro.

Diego que era figurinha carimbada armando a partida, não precisa de voltar tanto para fazer essa função. E Rodinei, também figura frequente no ataque, só sobe na boa, ficou disciplinado.


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Agora, após arrumar a defesa, Rueda parte para implantar outra sua característica: posse de bola agressiva. Com mais de 60% de posse de bola, o Flamengo fazia uma partida praticamente perfeita, sem ser ameaçado pelo Atlético Paranaense.

É uma posse de bola que procura não ser estéril e muito menos que não acabe em cruzamento, mas que termine em perigo para o adversário e controle do jogo que impeça o adversário de atacar, por óbvio.

No primeiro tempo o Flamengo conseguiu se desvincilhar da marcação por pressão inicial do CAP, graças ao talento de volantes que saem pro jogo.

E não era contra um adversário qualquer. A equipe de Curitiba era a melhor das últimas seis rodadas - cinco vitórias e uma derrota e vivia sua melhor fase no campeonato.

O primeiro gol saiu aos 16 minutos e Arão aos 30 minutos fez o segundo - a letalidade que por várias partidas faltou ao Flamengo.

Berrío seguia sua grande fase e infernizava a vida do Fabrício, faltando apenas ser mais certeiro nos passes. Mesmo assim foi dele a assistência pro gol perdido do Arão e chute rente à trave do Guerrero.

Na tentativa de reverter o placar, o time paranaense voltou com dois novos atacantes: Pablo e Douglas Coutinho. Até pelo cansaço, o Flamengo recuou e chegou a sofrer uma blitz, sem grande susto, mas era um jogo perigoso. Diego Alves não fez nenhuma grande defesa.

As duas linhas de quatro estão mais juntas, não tem espaço entre elas. E os laterais espremidos com os zagueiros. A marcação começa bem depois da linha do meio de campo e entrega a bola para o adversário.

Reinaldo Rueda poderia ter trocado antes. Saiu Berrío para entrada de Rômulo e logo depois tirou Cuellar para entrada de Vinicius Jr. O Rubro Negro respirou e, se foi certeiro no primeiro tempo, poderia ter matado a partida na etapa final se não pecasse tanto na finalização. Willian Arão tropeçou na cara do gol e desperdiçou o que seria o terceiro, e Guerrero chutou rente à trave.

No final foi uma chuva de gols perdidos e ótimas defesas do Weverton, que sempre agarra muito contra o time da Gávea. Rômulo deu uma linda cabeçada para defesa do goleiro. Juan e Guerrero ainda pararam no goleiro, que evitou uma goleada.

sexta-feira, 25 de agosto de 2017

Basquete: Brasília está fora do próximo NBB

A informação inicial foi trazida pelo jornalista Rafael Rezende, do Garrafão Rubro Negro, de que Brasília está fora do próximo NBB.

O portal Esportes Brasília também confirmou a informação.


Agora é oficial: o tricampeão Brasília anunciou a suspensão das atividades e não vai disputar a próxima temporada:


Atualizado: Lucas Mariano acabou de fechar com o Vasco. Que forma uma seleção. 

As capas dos jornais dessa quinta-feira: Flamengo na final da Copa do Brasil

As capas dos jornais que repercutiram a vitória Rubro Negra por 1 x 0 contra o Botafogo, que garantiu a vaga para a grande final da Copa do Brasil contra o Cruzeiro. 


(Via futpapers)