quinta-feira, 25 de maio de 2017

Copa do Brasil 2017: Atlético Goianiense 1 x 2 Flamengo


Na pior atuação do Flamengo sob o comando de Zé Ricardo, a equipe Rubro Negra garantiu a classificação para as quartas de finais da Copa do Brasil, após um sufoco absurdo contra um dos candidatos à rebaixamento no campeonato brasileiro.

Novamente o time foi escalado com Rodinei e Trauco, além do Ederson. O gol logo no começo deu a impressão que repetiria o jogo de sábado, pelo Brasileiro. Porém o time simplesmente apagou, pensou que conseguiria fazer dois, três, tranquilamente.

E viu o Atlético Goianiense pressionando, avançando a marcação e forçando erros bizarros do Rafael Vaz, que proferiu diversas pixotadas, principalmente pela esquerda, mesmo tendo Renê e Trauco por ali. Se fosse um adversário de mais qualidade a história poderia ter sido outra.

As jogadas em velocidade com Rodinei não aconteceram, Trauco não funcionou e Ederson, cuja função não é de meio de campo e nem de vir buscar a bola, ficou isolado na frente com Guerrero.

Após levar o empate os donos da casa cresceram, encurralaram o Rubro Negro e perderam várias oportunidades. Com o gol sofrido, o Flamengo virou um time trêmulo, inseguro, temendo claramente mais um vexame e ser eliminado em outro mata-mata.

No sábado, por ser uma segunda rodada de Brasileiro, o time da Gávea pareceu não sentir tanta pressão e conseguiu administrar o jogo, isso poucos dias após a eliminação da Libertadores. Agora, quando se deparou em um novo mata-mata, correndo riscos de rodar em outra competição, e precisa ficar ligado a partida inteira, o psicológico falha, principalmente por ter jogadores que estão atuando no limite - já vamos falar destes.

O Flamengo não consegue sentir a fervura de uma partida, não está acertando a hora de acelerar ou de cadenciar, especialmente valendo uma classificação, e deve agradecer aos céus por não ter descido para o vestiário perdendo por 3 x 1. Pela rotação baixa da equipe, parecia que se tratava de um amistoso, e não a vaga para as quartas de final.

No segundo tempo, Zé Ricardo, mesmo vendo uma equipe sem reação e psicologicamente abalada, não mudou. E o Atlético Goianiense emplacava 12 finalizações contra apenas duas da Gávea.

A primeira troca veio com Mancuello, que há pouco tempo nem era relacionado e virou solução. A partida seguia equilibrada, a defesa e Muralha não passavam confiança e mais uma eliminação era palpável, até que novamente Matheus Sávio em um chute-cruzamento salvou o clube de outro vexame.

Zé Ricardo, não satisfeito, ainda colocou mais um volante, Rômulo, para segurar o placar e atrair o adversário para pressionar o já frágil e péssimo sistema defensivo.


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Contra um adversário fraco, saltou aos olhos os erros absurdos do Márcio Araújo. O volante que até fez duas ou três boas atuações, porém seu normal é esse jogo de ontem. É triste ver o Vasco com o Douglas, titular com 18 anos, o Fluminense com Wendel, titular com 19 anos, e o Flamengo com Ronaldo, 20 anos, no banco, sem chance de ter uma sequência.

Com a contusão do Rômulo, em pleno estadual, o treinador preferiu ser pragmático e voltou a usar o antigo titular, ao invés de tentar o Ronaldo ou o Cuellar.

O @Notavel lançou dois vídeos que revelam exatamente o que é o Márcio Araújo:




Agora vejam os grandes momentos do grande zagueiro Rafael Vaz, que segue sendo titular absoluto:


A insegurança do goleiro Muralha também é evidente. Da mesma forma que as atuações do Arão estão bem irregulares.

Enquanto há bastante mexida lá na frente: sai ponta, entra meia, entra lateral, há improvisação, os quatro seguem titulares absolutos.

William Arão e Márcio Araújo podem errar o que for, que não sentam no banco. Rafael Vaz só ficou duas partidinhas fora e voltou sendo titular inquestionável. Juan e Léo Duarte são piores? O caso do Muralha é grave e o goleiro Thiago praticamente não teve chance.

São questões que a diretoria precisa resolver, se antecipar para tirar o Zé Ricardo da reta. É surreal que não enxerguem as diversos problemas que o time vem encontrando jogo após jogo, que custaram a eliminação da Libertadores e por pouco a da Copa do Brasil.

quarta-feira, 24 de maio de 2017

Após a eliminação da Libertadores, o perigoso jogo dessa noite contra o Atlético Goianiense


O Flamengo tem um perigoso jogo contra o Atlético Goianiense, no Serra Dourada, pelas oitavas da Copa do Brasil.

Na partida de ida, empate sem gols. Qualquer empate com gols, além da vitória, já é o suficiente.

Após a vergonhosa eliminação da tão desejada Libertadores, o Rubro Negro não pode nem pensar em outro resultado. A classificação para as quartas é obrigação.

No sábado, pelo Brasileiro, o Flamengo não encontrou muita dificuldade e venceu o mesmo Atlético Goianiense por 3 x 0.

A expectativa é por um confronto até mais fácil. E aí que mora o perigo, especialmente por ser mata-mata.

Isto por que a CBF planejou a Copa do Brasil para até o final do ano, porém, só permitiu novas inscrições apenas até 24 de abril. Ou seja, se o Flamengo acertar mesmo com Éverton Ribeiro, não poderá mais inscrevê-lo na competição.



É muito bizarro!

O adversário já terá problemas de imediato. Os recém contratados: zagueiro Eduardo Bauermann, o volante André Castro e o meia Andrigo, que atuaram contra o Flamengo pelo campeonato brasileiro, no sábado, não foram inscritos e são desfalques.

Além disso, o principal jogador da equipe de Goiás,Walter, por já ter atuado por outro time na mesma competição, também está fora do jogo contra o Rubro Negro.

O Flamengo também terá desfalques, mas por contusão: Bérrio, Éverton, Gabriel e Donatti. Paolo Guerrero, poupado no sábado, joga hoje. Zé Ricardo deve optar pelo melhor ponta da equipe: Rodinei, pela direita, com o Matheus Sávio. Não obstante a possibilidade do Vinicius Júnior já entrar de titular.

terça-feira, 23 de maio de 2017

A milionária venda do Vinicius Jr, que poderá ficar por mais dois anos na Gávea


O Flamengo, que sempre foi um fracasso em vendas de jogadores, o que, querendo ou não, sempre compõe uma parcela importante do orçamento de um clube, só neste ano fez as duas maiores vendas de sua história.

Em janeiro vendeu o lateral Jorge para o Mônaco por R$ 30 milhões. E nesta terça-feira anunciou em conjunto com o Real Madrid a segunda maior venda da história do futebol brasileiro: 45 milhões de euros, só superando os 60 milhões do Neymar, em que pese o Santos só ter ficado com 17 milhões de euros.

Pela cotação de hoje, a venda foi de R$ 164 milhões. Ainda há discussão sobre quanto o Rubro Negro vai receber, após abater impostos e comissões. Fala-se em R$ 100 milhões.

E tem mais: Vinicius Júnior continuará no clube pelo menos por mais um ano, até completar 18 anos em junho de 2018. Entretanto, por acordo entre as partes, poderá ficar até a metade de 2019 jogando no Flamengo.

Destaque para a negociação do próprio jogador, que poderia muito bem não ter renovado contrato e saído com o valor da multa antiga (30 milhões de euros) e sem a possibilidade de ficar mais tempo na Gávea.

Sentou com o clube, renovou seu contrato, aumento salário e, consequentemente, a multa. De certa forma beneficiou o Flamengo: vai sair pela porta da frente e deixou um bilhete premiado.

Isso tudo ainda não é fruto de uma gestão estruturada das categorias de base. Se falta condições de alojamento para a garotada, ainda não existe um CT para as categorias de base, o Flamengo parece ter criado fórmula de captação de talentos que tem dado certo.

Tem muito jogador bom nas equipes de baixo ainda: o próprio Lincoln, Patrick, Lázaro, Hugo, que aos poucos vão pedindo passagem no time principal.

Por fim, com a venda, o Rubro Negro passa a figurar no cenário de forma inquestionável. Muda o paradigma em futuras negociações de jovens talentos, como acontece com o Santos, Inter e Fluminense.

A ver, agora, o que farão com a grana gorda.

sexta-feira, 19 de maio de 2017

Libertadores 2017: Flamengo eliminado. Um vexame!

O que parecia improvável aconteceu, e o Flamengo passou novamente vexame ao ser eliminado pela terceira vez seguida na fase de grupos da Libertadores.

Aos 29 minutos do segundo tempo, os gols praticamente simultâneos de empate do San Lorenzo e do Atlético Paranaense eram um prelúdio do que estava por vir naquela quarta-feira.

No Chile, a equipe do Paraná virou o jogo, depois levou ainda o empate, mas brigou pelo terceiro gol e conquistou a segunda vitória fora de casa na competição. Só não venceu no Maracanã.

Ou o Flamengo segurava o empate ou estaria eliminado. Eis que faltando um minuto, aos 47 do segundo tempo, levou o gol da virada e, precocemente, à exemplo de 2012, de forma vexaminosa e no minuto final, nem chega às oitavas de final da Libertadores.

Zé Ricardo armou a equipe com Gabriel de meia, Éverton e Berrío nas pontas e Guerrero na frente. Foi um primeiro tempo aparentemente controlado. O Flamengo encontrou seu gol novamente nos pés do iluminado Rodinei.

Entretanto, depois, praticamente não ameaçou o gol adversário. Em contrapartida, anulava o San Lorenzo, que era perigoso apenas nas bolas paradas e nas inúmeras faltas marcadas pela arbitragem. Mesmo assim o Rubro Negro administrava o jogo, conseguia reter a bola, em que pese a pouca ofensividade.

Foi o pior primeiro tempo da equipe jogando fora de casa na Libertadores, porém, pela primeira vez foi para o intervalo vencendo por 1 x 0.

No segundo tempo o San Lorenzo voltou mais perto da defesa Rubro Negra e continuava com perigo nas bolas paradas. Muralha não passava segurança. Ao contrário de Réver e Vaz, que tiravam todas.

Aos 27 minutos Matheus Sávio entra no lugar de Berrío. Dois minutos depois o jovem jogador perde uma bola dominada, permite o cruzamento na área e a equipe argentina empatou a partida.

Após o gol, o San Lorenzo teve inacreditáveis 72,4% da posse de bola. Depois dos 40 minutos pulou pra 82%. Sem Bérrio e Éverton, o Flamengo ficou encurralado na defesa rezando para o jogo terminar.

O filme da eliminação dolorida de 2012 estava na cabeça da torcida. E foi cruel. Muralha ainda fez uma grande defesa, que parecia ser a da classificação, porém falhou na virada. Foi inacreditável.


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Se não bastasse a eliminação, foi duro ouvir o discurso oficial do presidente do Flamengo, Eduardo Bandeira de Mello, afirmando que "foi apenas um jogo". Pela terceira vez seguida, a segunda sob o comando da atual gestão, o Rubro Negro nem chega nas oitavas de final e tudo parece tranquilo, nada de errado e que foi apenas uma derrota. Beira o inacreditável.

Para aumentar a vergonha, deve ser a única equipe brasileira a sair da Libertadores ainda na fase de grupos. Até o Botafogo chegou lá.

Isso com quase meio bilhão de reais de receita. Uma das equipes mais ricas e com orçamento mais caro do futebol não consegue sequer um empate fora de casa.

Onde entra a responsabilidade do diretor remunerado Rodrigo Caetano? O próprio Bandeira é o vice-presidente de futebol. Dos reforços contratados no começo de ano, apenas o Trauco joga.

Na decisiva partida de quarta, Gabriel foi o substituto de Diego. Conca não se recuperou há tempo, o que já era previsto.

Só com os estrangeiros Mancuello, Cuellar, Donatti e Berrío foram gastos R$ 36 milhões.

Os reservas de Éverton e Berrío mais confiáveis são Trauco e Rodinei.

Outra coisa que não parece bem é o Departamento Médico, sucesso no ano passado, mas que esse ano tem tido diversos jogadores. Berrío e Vizeu estão vetados para amanhã. Rômulo demorou para voltar.

Não sou a favor da demissão do Zé Ricardo, enquanto Fred Luz, Caetano e o presidente Bandeira continuam tocando o futebol.

48h após a eliminação não há nenhuma movimentação no sentido de mudança radical no futebol. Ou mínima que fosse.
Realmente para a gestão atual foi apenas um jogo e mais uma eliminação na conta.

Pois bem, são dois jogos seguidos agora contra o Atlético-GO: amanhã pela segunda rodada do Brasileiro e na quarta pela decisiva partida de volta das oitavas da Copa do Brasil.

O clima ainda é de luto, foi duro é dolorido escrever esse post. A decepção é gigantesca.
Espero que pelo menos os jogadores superem.

quarta-feira, 17 de maio de 2017

A expectativa de Angeleri, zagueiro do San Lorenzo, e do treinador Diego Aguirre para o jogo de hoje

Após marcar o único gol da vitória contra o Huracán, pela última rodada do campeonato argentino, Marcos Angeleri, jogador do San Lorenzo, concedeu entrevista ao diário Olé, da Argentina.

Inicialmente destacou que os 4 x 0 da primeira rodada ficou para trás e que o jogo de hoje não seria uma revanche:


E que o Rubro Negro é uma equipe de muito potencial, que geralmente quando cria situações de gol é difícil errar, porém, que não é forte jogando fora de casa. (O exemplo clássico de quem não assistiu aos jogos do Flamengo, que perdeu as duas partidas longe do Rio justamente por pecar na finalização)


O técnico Diego Aguirre concedeu entrevista ao jornal Clarín, da Argentina, e disse que encara o jogo de hoje como uma verdadeira final da Libertadores:


A expectativa para Universidad Católica x Atlético Paranaense


No grupo da morte era evidente que a disputa pelas duas vagas ficaria para a última rodada. O Flamengo só depende de si para chegar às oitavas de final da Libertadores. Porém, em caso de derrota, se classifica, desde que o Atlético Paranaense não supere o Universidad Católica fora de casa.

A equipe paranaense chega com um retrospecto de três derrotas nos últimos quatro jogos, sofrendo goleadas impressionantes: 3 x 0 para o Coritiba, primeiro jogo da final do estadual, 3 x 0 para San Lorenzo, Libertadores, e 6 x 2 para o Bahia pelo Brasileiro, em Salvador.

A equipe da Católica não depende somente de seus resultados para garantir a vaga. Além de vencer, torce para o San Lorenzo não sair com os três pontos contra o Flamengo. E terá três desfalques: Lanaro, Fuentes e Kalinski.

Segundo o jornal El Mercúrio, além da classificação para as oitavas, os chilenos querem a grana no bolso pela vaga: "É o torneio que mais dinheiro reparte e de mais prestígio".

Mesmo se não lograr êxito, a imprensa chilena destaca que a vitória contra o CAP garante a equipe na Copa Sul-Americana e 300 mil dólares na conta.

terça-feira, 16 de maio de 2017

Como chega o San Lorenzo para enfrentar o Flamengo pela Libertadores

San Lorenzo comemora vitória na última rodada do nacional

O San Lorenzo chega para o confronto contra o Flamengo bem diferente do da estreia da Libertadores, quando foi goleado por 4 x 0 no Maracanã e fazia sua primeira partida oficial do ano, após greve geral dos atletas que paralisou o campeonato por várias rodadas no começo do ano.

O treinador Diego Aguirre chegou a ficar ameaçado no cargo. Se não derrotasse o Universidad Católica em casa (acabou vencendo por 2 x 1), há duas rodadas, teria sido demitido. À época o clube ocupava a sétima colocação do campeonato argentino.

Hoje o San Lorenzo vem de três vitórias seguidas e chegou à vice-liderança com 46 pontos, apenas três a menos do que o Boca Juniors.

"Llegamos con la confianza en alto", está estampado na capa do diário Olé.

No final de semana, o rival do Flamengo derrotou fora de casa o Huracan por 1 x 0, no "maior clássico de bairro do mundo", segundo a tradição.

O jornalista Daniel Avellaneda, do Clarín, lamentou a falta de ambição ofensiva do San Lorenzo, o que foi respondido pelo Aguirre na coletiva: "clássicos se ganham".

Não jogaram Ortigoza e Merlini. O primeiro está confirmado para a partida de amanhã, o segundo foi vetado. De resto, todo mundo entrou em campo: Blandi, Botta, Belluschi e Cerutti. Porém, o destaque ficou por conta do volante Franco Mussis, "o único jogador que mostrou rebeldia em uma carente equipe sem pretensões ofensivas", analisou Avellaneda.

Pois, segundo ele: "Belluschi não apareceu, Botta não entendeu que se tratava de um clássico, Cerutti ficou muito contido e o artilheiro Blandi ficou apenas fixo na área do adversário".

Por fim, concluiu o jornalista argentino: "ganhou o que menos mereceu, mas isso pouco importa".

Curtinhas: Arena da Gávea e patrocínio para o basquete

ARENA MULTIUSO

Após obter todas as licenças depois de mais de quatro anos entre idas e vindas com o poder público e alterações de projetos, o Flamengo finalizou os termos do contrato com o Mc Donalds.

Porém, a empresa quer garantias para o caso de construir a arena e depois ser impedida de utilizar a loja em frente por algum questionamento jurídico (ações populares, liminares...).

Chegando a um consenso, o projeto será levado à votação no Conselho Deliberativo. A expectativa é ter uma definição ainda neste mês.


TIM

Na semana passada a TIM entrou com toda documentação junto ao governo do Rio de Janeiro para renovar o patrocínio e pagar os R$ 11 milhões do projeto do basquete, via ICMS, visando a próxima temporada.

Com isso, resta agora o andamento do poder público para o déficit dos esportes olímpicos ser coberto.

No ano passado o rombo foi de R$ 5,8 milhões e no primeiro trimestre de 2017 de R$ 3,2 milhões, totalizando R$ 9 milhões.

O ano fiscal do basquete é entre agosto e julho do ano seguinte. Por isso o clube adianta o recurso para o esporte e, quando o trâmite do patrocínio do incentivo fiscal é finalizado pelo governo do estado, a grana é devolvida.