sexta-feira, 23 de junho de 2017

Arena da Gávea: diretoria levará à votação no CoDe

Boas novidades referentes à Arena Poliesportiva na Gávea.

O Flamengo encaminhou a negociação e ajustou os termos com o Mc Donalds.

E muito em breve o clube levará à votação no Conselho Deliberativo.

Brasileirão 2017: Flamengo 5 x 1 Chapecoense


Após nove rodadas finalmente o Flamengo desencantou, fez uma belíssima atuação e goleou a Chapecoense por 5 x 1.

Com a vitória, chegou aos 14 pontos, pontuação de sexto colocado, mas ocupa o oitavo lugar.

Nas últimas quatro partidas foram duas vitórias em casa e dois empates fora. Entretanto, no domingo, o objetivo é vencer o Bahia em Salvador de qualquer forma. O Rubro Negro nos últimos anos sempre foi forte jogando na casa do adversário, precisa voltar a ser para subir de vez na classificação.

Finalmente o Flamengo foi letal, decisivo e certeiro nas finalizações. O Rubro Negro é a equipe que mais finaliza no campeonato, porém era apenas a sétima em tiros certeiros. Hoje foram 18 chutes, 11 certeiros e cinco gols. Isto ainda com o bom Jandrei fazendo ótimas defesas. 

Após esta noite, continua a ser a equipe que mais finaliza, porém passou a ser a quarta em arremate ao gol.


O JOGO

Dentro de campo, Zé Ricardo inacreditavelmente voltou a escalar a dupla Márcio Araújo e Arão, mesmo após Cuellar ter feito duas partidas seguidas muito boas. O colombiano vinha de 15 desarmes em 318 minutos contra 13 desarmes do Márcio Araújo em 659 minutos. Mais do que números, a qualidade na saída de bola, que por vezes não é tão percebida, melhorou, o que faz diferença na transição.

O começo foi periclitante. A Chapecoense subia a marcação, pressionava a saída de bola e alugava o campo defensivo Rubro Negro. Foram três finalizações em 15 minutos. Em que pese não ter acertado o gol do Thiago nos primeiros 45 minutos.  

O Flamengo era lento, não encontrava saída. Parecia inseguro e ainda buscando se ajeitar dentro de campo.

Entretanto, na primeira troca de passes, com Guerrero fazendo o papel de pivô, a bola sobrou para Diego que marcou um golaço, abrindo o placar na Ilha do Urubu.

O gol deu confiança à equipe. Diego flutuava por todas as linhas, comandava o meio de campo Rubro Negro, voltando a ser aquele jogador antes da contusão.

Em contra-ataque puxado pelo próprio Diego, que colocou na medida para Guerrero marcar seu primeiro gol no campeonato. 

Com 2 x 0 o Flamengo voltou a ser a equipe que trocava passes com inteligência, procurava as triangulações, com destaque para Berrío e Éverton que faziam também uma boa partida.

Aos 39 minutos, para liquidar a partida, Guerrero teve mais uma boa chance, após ótimo passe do Éverton, na cara do goleiro, que salvou (O peruano não tenta uma cavadinha, só pancada à meia altura).

No segundo tempo o jogo parecia tranquilo e dominado. Guerrero teve mais duas chances e não conseguiu guardar na rede. O castigo veio com falha do Thiago, e o gol de empate parecia ser uma ameaça cada vez mais real. Como se comportaria o psicológico dos atletas?

Não tinha outra forma do Flamengo sair da pressão se não fosse através do terceiro gol. E Guerrero fez mais um, como ele gosta, após cabeçada do Arão a bola sobrou dividida para o peruano que guardou, e desmontou o adversário de vez.

Zé Ricardo entrou com Rhodolfo e Rômulo para subir a altura da defesa, pois a Chapecoense pressionava e de qualquer lugar que tinha oportunidade metia a bola na área.

E o Flamengo passeava no ataque. Tinha muito espaço e aproveitou. Diego marcou o quarto, Guerrero o quinto e por pouco não teve gol de Berrío e Vinicius Jr, que até marcou, porém foi devidamente anulado.

Se nesta quarta-feira lembrou bem distante o melhor futebol de 2016, sobrou em qualidade individual. O que jogaram Diego e Guerrero nesta noite foi impressionante. Com Éverton Ribeiro, Geuvânio, Rhodolfo, Conca, Rômulo, e ainda Berrío, Vinicius Jr, Éverton e Ederson, Zé Ricardo tem à disposição uma porção de jogadores decisivos, se conseguir organizar a equipe dentro de campo, as chances ficam ainda melhores.

quarta-feira, 21 de junho de 2017

Mercado de Basquete & Negócios 2017

Com o fim da temporada do basquete, o blog inicia o tão esperado mercado de transferências, após o sucesso em 2016.

Tudo envolvendo as negociações em curso, renovação de patrocínio, montagem do elenco, em suma, as novidades do Flamengo e do times brasileiros para 2017/2018.

Sempre que tiver novidade, o blog colocará o dia e a notícia. Quando for a contratação / renovação de um jogador do Flamengo terá um post próprio, e a gente comenta aqui, no Mercado, e no post do reforço.


21 de junho de 2017

- O Flamengo já renovou com a TIM, via incetivo fiscal, o aporte de R$ 11 milhões para o basquete. Resta a fruição pelo Governo do Rio de Janeiro para finalizar os trâmites burocráticos.

- A Estácio renovou com o basquete da Gávea. Informou o Máquina do Esporte.

- Desde a saída da SKY, que pagou em 2015: R$ 3 milhões e em 2016: R$ 2,5 milhões o clube não consegue outro patrocínio máster. O marketing Rubro Negro anda em falta com o basquete.

- A maioria dos contratos dos jogadores do Flamengo vencem no final de junho. Apenas José Neto e Humberto estão certos para a próxima temporada, ambos têm mais um ano de contrato.

- Por falar em patrocínio, Brasília perdeu dois de seus principais investidores. Após sete anos, a UniCEUB deixará de patrocinar a equipe candanga. Na semana passada a Terracap anunciou que também deixará de investir na modalidade.

- Foi anunciado hoje que a suspensão imposta pela FIBA à CBB acabou. Neste sentido, clubes e seleções estão liberados para disputaram torneios internacionais. O Flamengo, que terminou em quinto lugar do último NBB, vai disputar a Liga Sul-Americana. Vencendo, volta a disputar a Liga das Américas.


22 de junho de 2017

- O atual campeão Brasileiro fechou com o americano Kendall Anthony, cestinha do último NBB com média de 20 pontos por jogo atuando pelo Macaé. Porém, ainda não é oficial. De certo mesmo está a renovação do técnico Demétrius por mais uma temporada.

- Segundo Fabian Perez, jornalista argentino, o armador Nico de los Santos tem propostas do Flamengo em mãos:


terça-feira, 20 de junho de 2017

Com Flamengo na Ilha e Fluminense no Giulite Coutinho, o Maracanã cairá no ostracismo

Com despesas que quase bateram a marca de um milhão de reais, o Fluminense obteve seu primeiro lucro jogando no Maracanã, justamente contra o Flamengo, no empate em 2 x 2.

A renda bruta do clásssico foi de R$ 1,4 milhão. As despesas para se jogar, para um público de 33 mil pagantes e 37 mil presentes, chegaram a R$ 943 mil.

O tricolor levou para casa R$ 266 mil e o clube da Gávea R$ 226 mil, descontando as penhoras.

Antes, foram quatro partidas jogando no Maracanã, que resultaram em mais de R$ 1,3 milhão de prejuízo para o clube das Laranjeiras.

Em 15 de maio, este Ninho da Nação fez as contas e constatou que o Rubro Negro teve média de quase 50 mil por jogo nas três partidas pela Libertadores e nas duas finais do Estadual, porém, de uma renda bruta de R$ 11 milhões, só ficou com inacreditáveis R$ 1,6 milhão limpos.

Em entrevista nesta terça-feira ao Sportv, o presidente do Fluminense, Pedro Abad, reclamou dos altos custos de jogar no Maracanã, afirmou que está retornando para o estádio Giulite Coutinho, onde mandará o restante dos jogos do Brasileiro.

Com o Flamengo já tendo encontrado sua casa própria na Ilha do Urubu, o Maracanã vai cair tristemente no ostracismo futebolístico, pois, lembremos, foi o clube da Gávea que por duas vezes tirou as poeiras e reabriu o então "maior do mundo" na marra, à fórceps.

Na primeira vez no final do Campeonato Brasileiro do ano passado para uma sequência de três jogos. Este ano novamente investiu pesado para reabrir o estádio visando os três jogos da Libertadores e as finais do estadual. Agora acabou essa história.

Enquanto isso, seguem estudos indefinidos do poder público sobre lançar ou não uma nova licitação.

segunda-feira, 19 de junho de 2017

Brasileirão 2017: Flamengo 2 x 2 Fluminense


A média dos últimos dez campeões foi de nove empates em todo o Campeonato Brasileiro. Estamos na oitava rodada e o Flamengo já chegou a marca de incríveis cinco empates, com duas vitórias e uma derrota, tendo apenas 11 pontos.

A média para ser campeão é de 77 pontos. Ou seja, restam 30 jogos, e o Flamengo precisaria de pelo menos 22 vitórias.

Em 2011 o Flamengo de Luxemburgo alcançou a inacreditável marca de 16 empates e apenas sete derrotas, totalizando 61 pontos, porém terminou o Campeonato Brasileiro em quarto lugar atrás do Fluminense, que fez 63 pontos e foi derrotado 15 vezes, graças às 20 vitórias contra as apenas 15 do Rubro Negro.

Tudo isso para dizer que o resultado deste domingo, apesar das declarações do Zé Ricardo, foi péssimo. Com os três pontos a equipe estaria em quarto lugar.

Novamente Márcio Araújo foi o escolhido, apesar das boas atuações do Rômulo nos treinamentos. Com Cuellar de primeiro volante, em que pese o próprio treinador justificar a não-utilização do colombiano afirmando que o mesmo seria reserva do Arão, o que se viu foram tentativas ridículas do Márcio Araújo em chegar ao ataque, ser o homem surpresa, o jogador que agride, conforme confessado pelo próprio Zé Ricardo em coletiva pós-clássico. Chega a ser cômico.

O mapa de calor do Márcio Araújo revela o quanto insignificante foi seu jogo:


Cuellar, que quase foi parar no Vitória,  novamente foi o líder em desarmes certos e chegou a 11 recuperações em apenas dois jogos. Mais do que qualquer outro volante da equipe.

Zé Ricardo sentiu a água batendo no pescoço e, talvez pela primeira vez em sua passagem pela Gávea, fez duas substituições no intervalo. Lembrando o treinador ousado do ano passado.

Saíram Vinicius Jr e Márcio Araújo e entraram Berrío e Arão. E finalmente o Flamengo entrou em campo buscando o ataque, mais na base da empolgação do que sabendo o que iria fazer. Berrío foi um dos responsáveis pelos ataques. Foram nove finalizações, contra quatro do primeiro tempo e 62% de posse de bola contra 38% do Fluminense.

Vejam que o mapa de calor do Arão e Cuellar, juntos no segundo tempo, se completam de maneira perfeita:


O Flamengo é o time que mais finaliza no campeonato, o problema é que lidera em finalizações erradas e é apenas o sétimo em arremates certeiros ao gol. As jogadas pelas laterais continuam sendo a principal arma. Os cruzamentos seguem sendo rotina. Hoje, no campeonato, o Flamengo é o time que mais cruza bola na área: é o que mais acerta e o segundo que mais erra.

Faltam pontas mais eficientes, que não atuem apenas presos à linha lateral. O único que tentou algo de diferente foi Vinicius Jr. Apesar do Bérrio ter entrado bem.

Éverton segue mal há alguns jogos. Praticamente jogou como um lateral.


Diego ainda está sem ritmo e continua jogando longe da área. Falta gente qualificada para dialogar e por vezes precisa prender a bola. Qualquer um que analisasse o mapa de calor abaixo cravaria ser de um segundo volante, mas é do Diego. Veja:


Com Éverton Ribeiro o Flamengo terá mais um ponta que não se limita a trocar passes ou que apenas feche a lateral, mas que afunile, que ajude na triangulação com Diego e Guerrero e finalize com categoria.

Conca, na melhor forma física, encaixaria de forma perfeita, jogando mais à frente e sendo responsável pelo passe vertical.

O melhor da tarde foi ver Trauco jogando muito bem. Antes de ir pra seleção, o peruano colocou Éverton e Guerrero na cara do gol contra o Botafogo. Ontem chegou bem ao ataque com dois chutes, no terceiro garantiu o empate.

Dos oito jogos do Flamengo nesse campeonato, dá pra contar no dedo quantas vezes o time jogou razoavelmente bem. Não há uma sequência de boas atuações, o time faz bons 45 minutos de forma esporádica. É preocupante. Desde a derrota para o San Lorenzo tudo que o Rubro Negro havia construído se desmoronou. Dificilmente Zé Ricardo vai conseguir voltar a montar uma equipe competitiva. As vitórias virão muito mais de atuações individuais do que pela organização da equipe.

sábado, 17 de junho de 2017

Algo não está bem: As preocupantes contusões do Flamengo neste ano, ao contrário da temporada passada

A última partida de Berrío foi na eliminação contra o San Lorenzo, dia 17 de maio. Hoje completa um mês que o colombiano não disputa uma partida oficial. Pelo Brasileiro jogou apenas contra o Atlético Mineiro na estreia. E já foram disputadas sete rodadas do campeonato.

Berrío teve direito a praticamente uma nova pré-temporada antes da metade do ano.

O último jogo de Donatti foi contra o Atlético Paranaense pela Libertadores, na derrota por 2 x 1. Nem as finais do estadual o argentino ficou à disposição.

São apenas dois exemplos, mas poderia citar outros mais recentes: Mancuello, que há pouco tempo nem relacionado estava, jogou algumas partidas recentemente e foi vetado para o jogo de quarta contra a Ponte Preta sob alegação de dor na panturrilha.

Juan foi poupado também de quarta-feira sob alegação de ser preservado para o Fla x Flu domingo. Ok, vamos ver se volta mesmo.

É preocupante o ritmo de contusões do Flamengo neste ano, em comparação com ano passado, quando o clube teve o menor número de contusão entre os times que disputam o Brasileirão, mesmo com as sucessivas viagens realizadas na temporada passada:


Foi o ano da implantação do EXOS, líder mundial em treinamento integrado de alta performance, nutrição e fisioterapia. Contamos essa novidade no final de 2015 aqui no blog. Veja aqui.

Este ano tem algo que não está bem no departamento de futebol e a preparação física é um desses problemas.

quinta-feira, 15 de junho de 2017

Brasileirão 2017: Flamengo 2 x 0 Ponte Preta


Antes de voltar a jogar bem o Flamengo precisava de vencer, recuperar a confiança e, principalmente, estrear com vitória em sua nova casa, a Ilha do Urubu.

E conseguiu, com menos dificuldade do que esperado, vencer a Ponte Preta por 2 x 0 e chegar aos 10 pontos em sete rodadas. Curiosamente a mesma pontuação do ano passado, a diferença era que o Inter, então líder, tinha 16 pontos e não os 19 que o Corinthians absurdamente tem hoje.

Na vitória desta quarta-feira Zé Ricardo voltou com Vaz (Juan foi poupado para domingo) e manteve Márcio Araújo ainda de titular. A boa troca foi a volta de Rodinei à equipe.

Se os três pontos vieram, dentro de campo o Flamengo só não foi o mesmo das últimas partidas por conta do Vinicius Jr. O garoto de 16 anos jogou de forma incisiva, saindo do senso comum dos atuais pontas Rubro Negros, que tocam demais a bola sem agressividade.

Os 20 minutos iniciais da equipe foram jogando no campo do adversário, pressionando e perdendo chances. Vinicius Jr deu três assistências para Damião, que não conseguiu marcar.

A equipe Rubro Negro não conseguiu seu esperado gol e a Ponte Preta entrou no jogo, passou a tocar bola e saiu da pressão do time da Gávea.

Cuellar jogava de primeiro volante, mais fixo, ajudando na transição e contava com um Márcio Araújo fazendo as vezes do Arão, o que foi uma lástima, evidente. Diego ainda tentava voltar para fazer essa escapada mais veloz, porém ainda longe de sua melhor forma física.

Sem a inspiração do Vinicius Jr, a equipe voltou a fazer o que vem fazendo: tocar muita bola de forma infrutífera, construindo jogadas pelos lados apenas pela ultrapassagem do lateral e cruzando na área. Muito pouco.

O gol no final do primeiro tempo foi um achado. Réver marcou já nos acréscimos, para alívio de todos. Gol importante para evitar a pressão que naturalmente seria criada no segundo tempo.

Com o placar aberto, a ansiedade diminuiu e logo aos 14 minutos, Vinicius Jr, pela direita, achou Damião pela quarta vez, que agora não perdeu e marcou o segundo do Flamengo.

O goleiro Thiago fez boas defesas em chutes de longa distância. A Ponte Preta não demonstrava qualquer intenção em diminuir o placar. E Zé Ricardo estreou Conca no Flamengo para jogar por 10 minutos. E deverá ser assim por uns jogos.


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Cuellar deu uma destravada, aumentou a rotação do ataque, em que pese Diego por vezes precisar voltar para fazer a transição. Engraçado que consideravam o colombiano apenas opção para reserva do Arão, mas ontem atuou de primeiro volante com o possante Márcio Araújo se lançando ao ataque como se fosse um novo Elias.

O colombiano não é craque, quase foi para o Vitória, o que seria um absurdo, porém ninguém entendia o porquê nunca teve chances, mesmos nas piores fases dos volantes.

Vamos aos inevitáveis números: segundo o Footstats, neste Brasileirão, Cuellar em 238 minutos conseguiu 10 desarmes. Márcio Araújo em 614 minutos conseguiu apenas nove desarmes.

Mapa de calor do Cuellar (Via Footstats)

Agora é o Rômulo tomar a vaga do Márcio Araújo. E o Flamengo voltar a jogar bem. Coisa que ainda não fez neste campeonato.

terça-feira, 13 de junho de 2017

A Ponte Preta novamente no caminho do Zé Ricardo

Zé Ricardo estreou no ano passado contra a Ponte Preta, fora de casa, conseguiu uma vitória de virada por 2 x 1 e seguiu até o fim do campeonato brasileiro.

Nesta quarta o treinador terá mais uma chance de provar que pode continuar à frente do Flamengo, justamente contra a equipe que iniciou sua trajetória no time principal.

A derrota contra o Sport parecia que seria o fim da linha para o treinador. Não foi. Deram mais uma sobrevida e mesmo assim o time não conseguiu derrotar o Avaí fora de casa e o pior: jogando da mesma forma.

A diretoria deve acreditar que, por ser extremamente competente na área administrativa, em algum momento as coisas vão naturalmente se acertar dentro de campo.

A eliminação da Libertadores, o sufoco desgraçado nas oitavas de final da Copa do Brasil não foram suficientes para uma mudança brusca na mentalidade, na escalação: precisou de uma sequência de resultados ruins no Brasileiro para, então, barrarem jogadores que andam em má fase ou que são ruins mesmo.

Aliás, que dificuldade em colocar no banco jogador ruim nesse Flamengo, hein?

Muralha foi o primeiro. Vaz foi o segundo. Mas a turma lá dentro anda tão distante da realidade que a dupla de volantes continuou titular absoluta até a última rodada.

Nos últimos cinco jogos, Márcio Araújo conseguiu apenas três desarmes. Arão confessou que não vive grande fase - precisou vir à público para dizer. Será que ninguém percebeu isso da comissão técnica?

Bastou o Mancuello entrar que cumpriu bem o papel de segundo volante.

Rômulo e Cuellar treinaram na segunda-feira e quem viu o amistoso pode comprovar a diferença de qualidade. Não são craques, mas vão ajudar bem mais a equipe se forem as opções.

Não é possível que Zé Ricardo morra abraçado a tanto jogador ruim e em má fase, quando se tem melhores opções no banco. Beira o inacreditável.

O jogo contra a Ponte Preta será de alto risco. Voltar com Vaz - Juan está vetado e manter a dupla de volantes será incendiar uma torcida que já anda irritada com a falta de cobranças, com o marasmo, com uma continuidade que só vem causando prejuízos ao Flamengo.

Não vejo mais Zé Ricardo como o treinador capaz de levar o Rubro Negro ao título. Mesmo que troque algumas peças do time titular, não o vejo com condições de aproveitar o elenco que cada vez mais fica recheado, alternar táticas, sem insistir nos dois jogadores abertos.

Torço para que amanhã seja diferente. Que a Ponte Preta seja novamente o adversário que conduza o time para uma nova fase no Brasileirão.